À coragem dos repórteres fotográficos!
Sempre que preciso de uma foto para ilustrar o tema sobre o qual escrevo, recorro ao trabalho de repórteres fotográficos que percorrem o mundo, mostrando dele o melhor e o pior que acontece um pouco por todo o lado. Para além do amor à fotografia, há também toda uma dedicação ao trabalho e à verdade, procurando registá-la em imagens que gravam para sempre, determinado momento desta longa e atormentada história humana. Estes homens chegam a arriscar a pró

ria vida, entrando em determinados locais proibidos e perigosos só para captar imagens que testemunhem a veracidade das palavras daqueles sobreviventes corajosos que contam os horrores só registados pelos seus olhos. Só eles, com a sua coragem como arma, e a sua máquina fotográfica incansável marcadora de registos de horrores humanos, conseguem com poucas imagens o impacto que milhares de palavras não atingem. Nas palavras há sempre a dúvida, nas imagens há a verdade incontestável. Estes homens trocam a vida confortável e a segurança das suas vidas, e temporalmente, as suas famílias por outras que também precisam deles. E há cada registo que dói, fundo na alma, pela evidência do sofrimento e do desespero captados nos gestos, nos olhares, nos rostos de todos aqueles a quem tocou viver experiências que ultrapassam a capacidade de compreensão humana. A intenção destes homens é a de acordar os nossos espíritos adormecidos pela rotina da vida para o que se passa no mundo do qual nós também fazemos parte, e a intenção deles é a de acordar os povos de todo o mundo para a necessidade de se fazer ouvir no sentido de ajudar não só todos os seres afectados por esses horrores, criados pelos seus semelhantes, mas também para ajudar a modificar e até evitar estas situações no futuro. Mas a consciência humana parece ter arranjado mecanismos para ultrapassar estes choques originados pelas imagens e, após uma certo tempo, voltam a adormecer, como se nada se tivesse passado. Depois, há que contar também com o esquecimento que se segue sempre a esse estado de indiferença. Mesmo sabendo disto, estes homens continuam a sua incansável batalha de acordar as teimosas e indiferentes consciências tão fracas e manipuláveis. A minha admiração pelo seu arriscado trabalho que, muitas vezes, lhes custa não só a pró

ria vida como também a vida das suas pró

rias imagens que não chegam aos olhos das adormecidas consciências.
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Isa
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Demain le temps sera plus vieux
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Fairy tales do not tell children that Dragons exist...they already know that. Fairy tales tell children that Dragons can be killed. - G.K. Chesterson
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I would like to finish on a message of hope. I do not have any. In exchange, two messages of despair would suit you? Woody Allen
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Forgive my broken English .
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Si hoc adfixum in obice legere potes, et liberaliter educatus et nimis propinquus ades.
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Demain le temps sera plus vieux
[ Jean-Loup Sieff ]
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